Jornal da Região - Oeiras :: de 6 a 12/11/2007

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Jornal gratuito o Metro :: 28 – 30 Setembro 2007

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Jornal da Região - Oeiras :: de 55 a 11/06/2007

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A Capital :: de 18/03/2004

CONSTRUÇÃO DO PARQUE URBANO DE MIRAFLORES

Anúncio de Abertura de Procedimento

Descrição/objecto do procedimento

Implantação de equipamento e estruturas de lazer, uma praça de estadia central e uma área de recreio informal (clareira relvada, parque juvenil, área de mini golfe, ciclovia).Conjunto de equipamentos de apoio ao parque (cafetaria, instalações sanitárias de apoio aos utentes do parque, sede social do minigolfe clube de Portugal e uma área de esplanada exterior).Requalificação da estrutura verde das margens da ribeira de Algés, concepção de uma ponte de atravessamento, desvio da rede de saneamento e recirculação de águas da ribeira, regularização da ribeira e execução de um furo de captação de água. Rede de rega, plantação de árvores e arbustos e relvado, fornecimento e assentamento de mobiliário urbano. Pavimentos, muros e muretes.

Prazo do concurso - termina a 19/5/2004
Prazo de execução - 9 meses a partir da decisão da adjudicação
Preço - 2.710.879 Euros (543.000 contos)




Jornal da Região - Oeiras :: de 04/03/2004

Miraflores vai ter novo Parque Urbano

As máquinas já começaram a limpar os cerca de cinco hectares de terreno que vão receber o futuro Parque Urbano de Miraflores. Num vasto terreno entre o edifício Torre de Monsanto e o quartel dos Bombeiros Voluntários de Algés ultimam-se os preparativos para o início da construção daquela que será, por excelência, a zona verde da freguesia.

Para Teresa Zambujo, presidente da câmara, Miraflores "precisava de um espaço assim, dada a sua elevada densidade populacional e poucos espaços verdes". Não muito longe da Quinta de Santo António, o único espaço verde da localidade, num terreno em frente à esquadra da PSP, onde em tempos esteve prevista a construção da igreja paroquial, vai nascer o Parque Urbano de Miraflores

A Ribeira de Algés vai ser a zona central do parque e o ponto de ligação dos vários equipamentos, entre os quais um campo de minigolfe, que vai dar lugar ao já existente no Palácio Anjos, em Algés: "até porque o actual campo vai ter que sair dali, no Âmbito da requalificação do Palácio e dos trabalhos programados para a recuperação do Jardim", justifica Teresa Zambujo.

Na zona norte, dois edifícios de apoio à manutenção do parque e ao minigolfe juntam-se a uma cafetaria com serviço de esplanada.

As acessibilidades e a habitação estão também previstas para este novo parque urbano?..




Revista de Bordo - PORTUGÁLIA :: de Abril de 2001

Uma Paixão Geométrica

Desporto para todos, o minigolfe pode ser recreação, paixão ou competição. Alia a geometria do bilhar à técnica do golfe e aos humores da Deusa Fortuna.
Na Europa é dominado pelos povos do norte, suecos, alemães e austríacos. Em Portugal, também há mais entusiasmo no Norte, mas não se devem esquecer os pólos de Lisboa e Évora


UMA PAIXÃO GEOMÉTRICA por Luís Graça

É verdade que o minigolfe tem menos verde que o golfe. Falta-lhe relva. Mas apresenta a vantagem de ser menos desgastante e não exigir a apurada técnica do "swing", para colocar a bola a centenas de metros. No minigolfe joga-se tudo em 6 metros. Ou em 12 metros, no caso do Petergolfe, uma variante tipo "king size", com menos de dez anos, que apresenta pistas na Foz (Porto), em Lamego e na Costa Nova (Aveiro).

A modalidade pode ser praticada em família, por pura recreação, ou assumir uma vertente de desporto de Alto Rendimento, como, fazem, entre outros, os suecos. Basta dizer que no Europeu que se disputou na Foz, em 1998, os nórdicos traziam um pequeno batalhão de oito treinadores, incluindo-se ainda na comitiva um psicólogo.

Bola que não entrasse à primeira tacada e implicasse uma emenda mais complexa requeria obrigatoriamente uma paragem, para que o treinador «explicasse» ao jogador como executar a pancada seguinte. E porque nada pode ser deixado ao acaso, na bagagem viajou um aparelho eléctrico de aquecimento de bolas, que num ápice deixa a pequena esfera à temperatura desejada. Como se fosse vinho de marca das melhores colheitas!

Os Portugueses, a jogar em casa, conhecedores das pistas, bem tentaram encurtar as distâncias. Sem o conseguir. Mas não foi por isso que desistiram. Os Nacionais são disputados por centena e meia de atletas, num total estimado de 600 federados (o número de praticantes não está actualizado). A Federação está sediada no Porto e actualmente existem clubes federados em Algés (Minigolfe Clube de Portugal), Porto (Clube de Minigolfe do Porto), Matosinhos (Clube de Minigolfe de Matosinhos), Vizela (FC Vizela), Lamego (Minigolfe Clube de Lamego), Aveiro (Clube de Minigolfe da Costa Nova) e Évora (Associação de Minigolfe de Évora).

E mais alguns pólos merecem destaque, como Paços de Ferreira (recente), sem falar nas várias pistas que existem por esse país fora, para «brincar», já que não correspondem às exigências oficiais de competição.

Neste princípio de época, é tempo de Inter-Distritais, que agrupam Porto/Matosinhos, Vizela/Lamego e Algés/Évora. Para além desta competição existem ainda os Nacionais, a Taça de Portugal e os torneios dos clubes, num programa que abrange anualmente cerca de 25 provas.

Foi no primeiro dia em que Fevereiro apresentou um sol radioso que Algés, acolheu o seu Torneio Inter-Distrital. Nuno Costa (MCP) resolveu oferecer-se uma prenda pelo 28º aniversário (festejado no final do torneio, com bolo e espumante) e venceu, com 93 pancadas em quatro voltas. Bem mereceu, para compensar o azar que lhe aconteceu no hóquei em patins. Este avançado do Alenquer (II Liga) actuou com o malar esquerdo inchadíssimo (foi atingido por uma bolada) e foi fazendo gelo ao longo das cerca de quatro horas do torneio. Leva 25 anos de hóquei em patins e 11 de minigolfe. E só o hóquei o impede de competir mais no minigolfe. Vice-campeão júnior no único ano em que participou no Nacional, foi ainda semifinalista da Taça de Portugal.

«O minigolfe é um desporto com grandes potencialidades. Talvez o jeito de pegar no ´stick´ de hóquei me tenha ajudado, mas claro que é totalmente diferente. Esta é uma modalidade para ser jogada dos 8 aos 80 anos. É um desporto calmo e eu tento contribuir para o seu desenvolvimento»

Luís Filipe Cardoso, uma dezena de anos mais velho que Nuno Costa e seu colega no MCP, foi o segundo no torneio (96 pancadas) e apanhou o «bichinho» nas pistas do extinto campo do Areeiro, que tanta gente trouxe para a modalidade, em Lisboa. Federou-se em 1985, já conseguiu dois sétimos lugares no Nacional e venceu uma iniciativa que só teve até à data uma edição em Portugal: uma maratona de 24 horas de Minigolfe, em Algés, em 1994.

«O que é preciso é bastante força de vontade e gostar muito disto. Até descobrir esta paixão pelo minigolfe só jogava futebol. Agora já não passo sem os amigos que fiz na modalidade, mesmo que não jogue. E não só de Lisboa. Dou-me muito bem com os jogadores de Évora. Estreei-me lá com um bom 13º lugar, em 86, e criou-se logo uma empatia»


UMA QUESTÃO DE INVESTIMENTO

Quem quiser levar o minigolfe mais a sério tem de estar preparado para despender algum dinheiro. Luís Filipe alerta : «Se me dessem 500 contos (2.500 €) pelo meu material, eu não o vendia». Só bolas tem cerca de 180. A uma média de dois mil escudos (10 €), em cálculos simplistas...

A sua mala de competição tem capacidade para 150 bolas, mas a do tricampeão nacional Paulo Gomes (filho de Pedro Gomes, um dos homens que investiu forte na construção de campos e grande divulgador da modalidade) chega às 200 bolas.

Há bolas de colecção que chegam aos 30 mil escudos (150 €). Um holandês possui 9 mil bolas, 7 mil de colecção.

Os minigolfistas de Lamego, que se deslocaram ao europeu de Clubes, em Outubro, nos Países-Baixos, puderam observar a sua «roulotte» de venda de bolas. Os nomes são exóticos e apetitosos: MG Nuss, Gelatina... Agora estão na moda as Bolas da marca 3D. Porque cada bola tem a sua utilidade e cada pista os seus segredos. É preciso saber.

José Garcia (MCP) já teve o azar de lhe roubarem três tacos e todas as bolas. Ele e os seus dois filhos ficaram sem nada para jogar. E lá desembolsou 120 contos (600 €) para que pudesse continuar com uma paixão de dez anos. «Tenho umas cem bolas e os meus filhos umas 30 cada. Esta é uma modalidade magnífica, que precisa de ser mais divulgada».

Para que assim seja, Manuel Santos Marques, presidente da Direcção do MCP, continua a dar o seu melhor. Ele foi um dos cinco fundadores do MCP, em 26 de Março de 1976, pelo que o clube se apresta a comemorar os 25 anos. Pouco depois, o MCP a par do Clube de Minigolfe do Porto e do Callidas (Vizela), foi um dos fundadores da Federação. Mas só o esforço não chega. Como em muitas outras modalidades, o dinheiro falta. António Manuel, director desportivo do MCP, explica: «Gostávamos de realizar as 24 Horas de cinco em cinco anos, mas não é assim tão simples. São precisos prémios, alimentação, bebidas. Acaba por ser muito mais dispendioso do que um torneio normal».

Para já, a grande «batalha» do MCP é conseguir uma sede. Estão a ver se a Câmara de Oeiras «desbloqueia» uma sala no Palácio Anjos. O pedido já tem dez anos. E é urgente e fundamental concretizar-se a cedência de terrenos para um capo misto incluindo Petergolfe. Mas as pessoas do minigolfe não desesperam. Estão habituadas a olhar para os buracos e descobrir o melhor caminho para as bolas. Questão de centímetros. Em Algés, Rui Garcia (1996), Ricardo Miguel (1999) e Nuno Costa (1999) já realizaram uma volta em 19 pancadas. Ou seja, 17 pistas à primeira e uma única à segunda.

Já não é só trabalho, jeito, sorte ou devoção: é arte!

Luís Graça (11 de Fevereiro de 2001)



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